sábado, 19 de maio de 2012

Saudades, palavra triste.


Hoje, Gilson Lima da Silva, meu pai, completaria 62 anos de idade. Faleceu no ano passado no dia 08 de junho. Trabalhador, honesto, impaciente e brigão, ele era dono de uma personalidade forte. De touro, cabeça dura. Mas era dono de uma gargalhada contagiosa. Boêmio e mulherengo. Meu velho me faz falta. Aprendi muita coisa com ele, e procuro colocar no meu cotidiano cada parte desse aprendizado.
Lembro que quando a gente pegava estrada, no toca fita rolava de tudo, principalmente Roberta Miranda (por isso o título do texto, fazendo referência a uma música dela).
Achava lindo a sua agilidade com a máquina de datilografar.
E quando era criança, abusava por ser a primeira filha, pedindo para que ele tocasse no violão O Pato, de, Vinícius de Moraes (Lá vem o Pato / Pata aqui, pata acolá / Lá vem o Pato/ Para ver o que é que há), logo em seguida vinha Fio de Cabelo, de Chitãozinho & Xororó.
Também me lembro de quando ele me carregava pelos ombros. Quando ele me ensinava a empinar pipa. Quando a gente brincava na rua de tacobol, éramos craques.
Eu morria de medo de levar uma bronca dele. O olhar dele já era acusador. Não sabia fingir quando não gostava de uma situação.
Aqui eu deixo a minha pequena e singela homenagem ao homem mais batalhador que eu conheci na minha vida. 

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